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Com o movimento normalizador, pola reivindicaçom prática de “Carvalho Calero 2020”

Un dos cartaces cos que Artábria reivindicou a figura do ferrolán [cedida]
Un dos cartaces cos que Artábria reivindicou a figura do ferrolán [cedida]

FUNDAÇOM ARTÁBRIA | Domingo 23 junho 2019 | 16:08

Foi em 2007 quando a nossa entidade lançou a primeira campanha explícita para reclamar um Dia das Letras, o de 2009, para o ferrolano Ricardo Carvalho Calero. Aí começou também a série consecutiva de negativas explícitas da Real Academia Galega a essa e a cada umha das petiçons que posteriormente realizárom outras entidades do País.

Posteriormente, a Fundaçom Artábria preferiu dedicar as suas energias a outras tarefas, evitando entregar à RAG umha centralidade que nom merecia e que o próprio Carvalho tinha questionado em vida. Durante todos estes anos, continuamos a desenvolver todo o tipo de actividades de promoçom da figura e obra de Carvalho Calero, em solitário ou em colaboraçom com outros muitos coletivos locais e nacionais.

Sabíamos que era questom de tempo que a RAG se visse obrigada a assumir a homenagem que o povo galego deve a um dos seus grandes filhos: o Carvalho antifascista, republicano, nacionalista, literato, ensaísta e defensor da nossa língua, com umha perspectiva inequivocamente reintegracionista.

Esse momento chega agora, com vinte anos de atraso, pois foi a partir do ano 2000, dez anos depois do seu falecimento, que a dedicatória do Dia das Letras se podia ter produzido. O sectarismo da RAG impediu-no.

Como é habitual nalguns setores acobardados e oportunistas do oficialismo cultural, a RAG atribuiu ao povo galego umha carência que correspondia à própria entidade interpelada: a de nom estar “preparado” para umha homenagem a um vulto tam “polémico”. Certamente, a homenagem da oficialidade chega tarde, pois a divulgaçom do ideário lingüístico de quem foi primeiro catedrático de Língua e Literatura Galegas teria ajudado a avançar a consciência nacional galega e estes som, nessa medida, anos perdidos.

Nom temos, portanto, nada que agradecer à Real Academia Galega, que deverá acrescentar à sua história a vergonha de negar durante duas décadas a homenagem devida a Carvalho Calero, polo simples facto de ser reintegracionista: defensor conseqüente da unidade lingüística galego-luso-brasileira. Conseqüentemente, e como defensor de umha Galiza soberana, foi crítico da ideologia isolacionista que alimentava e ainda alimenta a Galiza autonómica.

O nosso povo merece um confronto aberto de ideias que nos permita escolher livremente o melhor caminho para a completa recuperaçom da nossa língua, da nossa cultura e da nossa naçom. Oxalá seja possível fazê-lo durante este ano de maneira ampla e sem sectarismos.

Essa será a aposta da Fundaçom Artábria, aberta à colaboraçom com todo o movimento normalizador de base existente no nosso país, sem exclusons, e dando continuidade ao que foi um dos nossos objetivos fundacionais desde inícios da década de 90 do século passado até o presente: a defesa do legado intelectual de Ricardo Carvalho Calero.

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