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Nom chega trocar desprezo por desleixo: queremos Ferrol todo o ano em Galego

FUNDAÇOM ARTÁBRIA | De quen vés sendo? | Mércores 17 maio 2017 | 12:48

Cada vez que nos achegamos a um novo Dia das Letras, as instituiçons públicas vestem as roupas da normalizaçom lingüística, com iniciativas amáveis para a língua, julgando que, com isso, já cumprírom o seu compromisso com o principal sinal de identidade do nosso povo.

Nom seremos nós, a Fundaçom Artábria, que lamentemos que se desenvolvam inciativas de todo o tipo, unidas polo simbolismo da exibiçom social do galego. Entre outras cousas, porque também a nossa entidade participa do importante número de atos culturais protagonizados polo nosso idioma nestes dias, em torno do 17 de Maio.

Porém, queremos também sublinhar a anormalidade que em si mesma representa essa sobre-exposiçom repentina do nosso idioma, ao nom ter correspondência com o que o resto do ano acontece: o galego malvive à sombra do espanhol, principal favorecido polas políticas institucionais deste País.

Seria fácil culpabilizar tal ou qual governo pola grave situaçom que o nosso idioma sofre, mas o certo é que som centenas as instituiçons públicas (municipais, provinciais, autonómicas…) e escassíssimas as que contam com qualquer cousa parecida com um planeamento anual com objetivos claros orientados à recuperaçom social do galego.

O Governo local de Ferrol, em maos do grupo Ferrol em Comum (FeC) nom é umha exceçom. Por mais que o atual governo se tenha apresentado às últimas eleiçons como representante da “nova política”, estamos já em condiçons de avaliar negativamente o continuísmo da sua política lingüística.

Nisso, o atual governo é tam “velha política” como os anteriores. Nom porque assuma as posiçons de desprezo que caracterizárom o governo anterior, mas si porque nengum deles, até hoje, tem aplicado umha política lingüística que vaia mais longe da galeguizaçom administrativa, no melhor dos casos. Bem pouco para as necessidades que como ferrolanos e ferrolanas conscientes detetamos na hora de exercermos a nossa galeguidade coletiva no nosso concelho.

Olhando para o passado, outros governos municipais chegárom a realizar diagnósticos e a propor medidas para Ferrol, mas poucas fôrom efetivadas e muitas delas abandonadas. Umha pobre bagagem que o atual governo nom está a superar.

Devemos, portanto, como entidade popular ferrolana, exercer a nossa responsabilidade social, denunciando a falta de apoio para a nossa língua ao longo do ano, também por parte do atual Governo ferrolano. Nom chega com trocar o desprezo polo desleixo: é imprescindível que as instituiçons públicas, neste caso o Governo e a Corporaçom municipal de Ferrol, assumam umha verdadeira e efetiva responsabilidade institucional na recuperaçom social do galego.

Como parte do tecido associativo ferrolano, a nossa entidade continuará a exercer um firme ativismo orientado a forçar umha mudança de fundo na política lingüística deste e de qualquer governo, como vimos fazendo há mais de duas décadas.

2 comentarios

  1. Xa o temos todo o ano en galego: FASHIÓN NIGTH, INVASION DAY.
    Nótase o labor de Álvaro Montes

  2. Arrea!! E facia falla po-lo artigo en portugués e non en galego normativo?
    Mal ides por esa beirarrua

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